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20/09/2010
Datas Históricas
Hoje dia 20 de setembro fazem 175 anos do inicio da Revolução Farroupilha (1835-1845), esta foi uma das maiores das revoltas contra o governo imperial do Brasil, cuja luta de independência e protesto inspiraria uma série de outros levantes, os quais marcariam o conturbado Período Regencial (1831-1840). Também conhecida como Guerra dos Farrapos eclodiu num período em que o país atravessava uma grave crise política, oriunda da abdicação de D. Pedro I do posto de Imperador, em 1931. Três partidos políticos disputavam o poder e uma abalada Regência Trina tentava conter a elite e a crise econômica e social que refletia as intempéries do Império recém-libertado, o qual aguardava impacientemente a maioridade de seu governante, D.Pedro II na época com dez anos.
Além da trágica conjuntura nacional, o Rio Grande sofria com o aumento dos impostos sobre o charque, o que elevava o preço do principal produto de comercialização riograndense, diante de um competitivo mercado internacional, principalmente nas planícies argentinas e uruguaias. Neste contexto, inconformados com o descaso do governo imperial, um grupo gaúcho, liderado por Bento Gonçalves, exigiu, numa manifestação, a renúncia do presidente da Província. A insurreição foi sufocada, mas, meses depois, voltou com força total. Os farrapos, comandados por pecuaristas, mas endossados por escravos e a população do estado, lutaram contra as forças do governo e proclamaram a República do Rio Grande.
A luta se arrastou durante uma década. Em 1844, no entanto, o governo imperial de Dom Pedro II, o qual subira ao poder em 1840 pelo Golpe da Maioridade, negociou uma trégua com os gaúchos, fragilizados por uma crise econômica. O diálogo para a reintegração do Estado independente ao Brasil prolongou-se por mais de uma ano, conduzido por Duque de Caxias, até chegar-se a um consenso. O governo aumentou o imposto sobre o charque estrangeiro e libertou os escravos que participaram da revolta, em troca das armas dos farroupilhas. A guerra terminava e seus líderes, vistos como heróis, foram reintegrados à sociedade e não receberam qualquer punição.
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